sexta-feira, 7 de abril de 2017

"Mais amor, por favor"

Faz tempo que não apareço aqui. Entre mil coisas a fazer, e pouca tecelagem, infelizmente, não sobra tempo para escrever. Mas hoje ocorreu um fato que achei  interessante compartilhar, não por ter me deixado abaladíssima ou coisa do tipo, mas por ter achado meio exagerado, em meu ponto de vista.

Tenho um canal no YouTube, como é de conhecimento de todos que me seguem. Como muitos, e como forma de agradecimento até, gosto de produzir algumas coisas e postar em vídeos, para auxiliar aos que gostariam de aprender alguma coisa de tecelagem mas não tem recursos para investir em livros e vídeos. Muito já aprendi no YouTube, DE GRAÇA, e tento retribuir da maneira que posso.

Dito isso, é direito de todos que assistem minhas aulas gostarem ou não do material. Sou professora há muito tempo, e sei o que é isso - há alunos que me adoram e outros que simplesmente odeiam, a mim ou à aula, ou ambos. E tudo bem, é isso mesmo. Não preciso agradar a todos, pois sei que tento fazer o melhor, e tento, como todo ser humano, tirar das críticas o conhecimento para melhorar. E quando se está recebendo para executar o trabalho, saber escutar as críticas é mister - o aprimoramento é fundamental para uma boa relação professor-aluno, cliente-artesão, etc, e muitas vezes, são sugestões mais que bem-vindas.

No entanto, há momentos nos quais é preciso saber criticar. Sempre procuro tomar muito cuidado ao fazer criticas a trabalhos alheios, porque existem jeitos e jeitos - critique sim, se isso for extremamente pertinente ao seu aprendizado\produto, etc, mas com critério, e sobretudo, respeito.

Hoje, recebi uma critica a um vídeo meu no YouTube, sobre uma aula de renda mexicana, acho.

" Vc fala muito e enrola demais. Seja mais objetiva e direta, minha flor".

Sei que não foi por maldade. Foi simplesmente uma opinião, externada de uma maneira um tanto bruta, mas somente uma opinião. E eu respeito isso, juro. Mas...

Eu falo muito mesmo. É mania de quem leciona e tenta ao máximo fazer os alunos entenderem. E, sim, sou bastante detalhista no quesito explicação, o que pode cansar os mais ávidos pela informação direta. Sei disso porque muitas vezes assisti a vídeos de artesanato, nos quais eu avançava quando achava que o assunto estava demorando, e ia para a parte que me interessava. Terminava e ia para o próximo, se o anterior não tivesse atendido as minhas necessidades. E assim fiz por muitas vezes, e deste modo, achei vídeos que em minha opinião eram ruins, outros que foram muito bons, mas não me recordo, em NENHUMA vez, ter deixado um comentário contra o vídeo em questão, mesmo quando sugestões ou críticas eram pedidos. E sabem por que? porque parto de um princípio bem básico: quem ali deixou seu vídeo de graça, dedicou seu tempo tentando ensinar algo sobre o qual poderia estar lucrando, e só por esse motivo, já merece todo o meu respeito. Se não gosto, simplesmente vou para outro - fácil, não é?

Então façamos assim: critique-me, por favor, com a leveza necessária, porque não sou obrigada a nada, faço porque quero, quando tenho tempo e quando acho que o assunto é interessante. Gravo na minha casa, onde falo o que quero, quando quero e como quero - sempre respeitando o próximo. Se não gosta, avance o vídeo, pois  garanto que vai achar interessante em algum momento. E, antes de deixar seu comentário, somente lembre-se que você vai aprender de graça, portanto, agradeça, em primeiro lugar, e depois pode deixar o seu "não gostei".

Sim, estou me doendo. Sou humana, e como tal, sinto-me no direito de agir assim. E, sim, apaguei o tal comentário, porque não quero polêmicas no canal. E sim, pretendo continuar gravando pequenos vídeos e postando para aqueles que querem aprender,  portanto será um prazer receber sua visita.

Gostaria imensamente de agradecer a todos que deixam o seu "joinha", que felizmente é em número bem maior do que os "não gostei" - sinal de que meu caminho não é de todo torto. Obrigada a todos que dedicam minutos preciosos do dia ou noite para ouvir o que tenho  a dizer, e se fazem uso das técnicas, então atingi meu objetivo, que é o de ajudar, assim como sou ajudada. Obrigada a você , que leu o textão, e desculpe-me pelo desabafo - é que às vezes, penso que tudo o que o mundo precisa é de "mais amor, por favor" - e com certeza não estou falando dos romances.

E até a próxima, com tecelagem, espero!



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