terça-feira, 29 de março de 2016

Quanto cobrar pela peça?

Pergunta difícil de responder em tempos atuais...mas que ao mesmo tempo, importantíssima. Sempre penso nisso e sempre acho difícil chegar a um denominador comum. No entanto, assisti a este video da Luciana Ponzo, artesã que faz parte da equipe Círculo, e achei bastante interessante a maneira como ela ensina a calcular o preço final. Deste modo, deixo aqui o link e convido a todos a assistirem e tirarem suas próprias conclusões sobre o assunto!



Até a próxima!

domingo, 20 de março de 2016

Da tomada de decisões e das doces notícias: e não é que a "Portuguesinha" fez bonito mesmo?

Esta semana foi de eventos importantes, especiais e únicos, que vieram da surpresa  - isso mesmo. Mas vou começar do início, como deve ser...rs...

A primeira loja colaborativa de Mogi das Cruzes foi (re)aberta dias atrás. "A sua Kara" já existia anteriormente, mas com a mudança de ponto, a loja foi reinaugurada, e por meio do Facebook, fiquei sabendo de sua existência, bem como da oferta de espaços para aluguel.

O conceito de "loja colaborativa" compreende um local onde artesãos e outros comerciantes podem alugar "boxes" ou caixas, pregadas nas paredes, que representarão suas "lojas". Cada espaço deste tem seu preço de aluguel, e para cobrir as despesas com taxas de cartões, embalagens, etc, uma porcentagem das vendas segue para os proprietários da loja colaborativa. Cada artesão/comerciante não precisa ficar no local, pois a administração se encarrega de fazer as vendas; assim, tudo o que se precisa é levar seus produtos até seu "box", arrumar como desejar, e deixar o resto por conta dos administradores, que farão o acerto das vendas mês a mês. É claro que existem contratos claros sobre como vão proceder as transações entre lojistas, administração e clientes, e uma vez tudo acertado, pode-se começar a vender. Considero esta uma forma vantajosa, uma vez que não preciso me preocupar com funcionários ou outros gastos relativos à luz, água e outros tributos, que realmente pesam quando se é informal, como é meu caso. E foi pensando nisso que ensaiei por dias à fio antes de me decidir passar pelo local e entrar.

Ao entrar, conheci os donos, dois rapazes simpáticos e atenciosos: Leandro e José Luiz. Entrei no pequeno espaço e comecei a olhar as caixas nas paredes, algumas já prontas e várias reservadas - tudo muito aconchegante. Ao atravessar para a sala seguinte, vi uma estante quadrada, que à princípío passaria desapercebida, mas que de alguma maneira, me chamou a atenção. Perguntei então se estava apta para alugar, e diante da afirmativa, levei mais ou menos uns 10 minutos para fazer a pré-reserva e deixar um depósito. A partir deste momento eu tinha 1 semana para colocar produtos na estante, ou perderia a vaga. Agradeci, e com o coração aos pulos, fui embora, meio alegre, meio apavorada: onde eu estava com a cabeça? assumir um aluguel, em um contrato trimestral? como assim?

Ao chegar em casa, fui ver o que já tinha pronto, e por sorte, tinha algumas coisas interessantes. Nessa altura, comecei a ficar mais animada, e comecei a pensar na experiência como uma coisa positiva, no mínimo. Ao longo da semana, pude preparar o arsenal: mais produtos, cartões de visita, banner. E então na sexta-feira, dia 18/03, minha "lojinha" foi finalmente inaugurada, com a ajuda especial do José Luiz, que arrumou tudo perfeitamente:




O banner ainda precisa de ajustes, e eu tenho pouca coisa à venda...mas aí estão minhas "obras". E aí, ontem já fiquei sabendo que vendi duas bolsas...uau...e silenciosamente agradeci ao "cara lá de cima"... e fui tratar de trabalhar, porque agora, ficou sério!

Para quem quiser conhecer mais da loja colaborativa "A sua Kara", acesse a página no Facebook:
https://www.facebook.com/asuakara/

                                            ******************************************

E hoje, para arrematar, recebi uma notícia inusitada, sobre um assunto que, para ser bem sincera, tinha esquecido totalmente, dadas todas as coisas que aconteceram desde o início do ano: o Concurso Cultural da Círculo "Eu Amo Barroco". Eu falei dele em um post em setembro do ano passado, quando o concurso foi aberto (http://universoemtramas.blogspot.com.br/2015/09/ta-meio-portuguesinha.html). Fiz a inscrição, montei a peça, e enviei, mas tinha a certeza que não seria classificada...não dá para competir com crochê e tricô, vocês sabem...mas o importante é estar no meio!

A classificação saiu agora, dia 15/03, e embora eu soubesse, tinha esquecido completamente. Hoje por acaso abri o Google+ e foi com um misto de total surpresa/alegria que vi meu nome entre os 20 primeiros colocados, em um grupo de mais de 120 trabalhos, de acordo com a Círculo. Quando olhei, tive que ler de novo, pois não acreditava: lá estava a "Portuguesinha", em 18o. lugar! e ainda ganhei um prêmio: 1 novelo de Barroco + uma agulha! amei!!!!




Que fim de semana, pessoal! quantas notícias, novidades. Minha cabeça ainda não parou de rodar. Muito a fazer, e tão pouco tempo. Vejo as rodas do tempo se movendo, e eu tentando acompanhar, mas juro, não estou infeliz, de jeito algum...

Até a próxima!!

quarta-feira, 9 de março de 2016

Urdidura pintada à mão - uma ótima idéia! (4 anos depois)

Tenho um post, de 2012, que é bastante popular entre pessoas de outros países que visitam o blog. Nesta postagem falo sobre a idéia de um membro que pertencia a grupo de tecelagem em pente liço, no Facebook,  e que pintou à mão sua urdidura (http://www.universoemtramas.blogspot.com.br/2012/01/urdidura-pintada-mao-uma-otima-ideia.html). Achei incrível a simplicidade, e ao mesmo tempo, o brilhantismo, do emprego da pintura em tecido para complementar a tecelagem - e com efeitos visuais maravilhosos. No entanto, eu mesma não me aventurei, preferindo aprender mais sobre a tecelagem em si, mas reservei a idéia no fundo da mente. Ao longo destes mais de 4 anos, realmente fiz quase tudo o que compreende a tecelagem em si; aprendi técnicas complexas, cálculos mirabolantes, e teci peças que achava que nunca ia tecer na vida. De fato, estudei e apliquei muito do que eu queria aprender, e continuo a me aprofundar cada vez mais.

Mas, aquela idéia de 2012 não me abandonou. E então, após tantos anos, resolvi, há alguns dias atrás, me aventurar na pintura do urdume, e ver o que daria - afinal, o que teria a perder? somente tempo, fios, dinheiro da tinta...

Veja, eu não sei pintar ou desenhar - nada. Meus desenhos conseguem ser mais elementares do que os de uma criança de 3 anos. Aliás, meu filho já desenhava muito melhor do que eu, nesta idade. Então, tinha este bloqueio, que me levava a um total desinteresse por pintura em qualquer superfície, incluindo tecidos. Jamais me interessei por tintas e pincéis, aliás nem sei número, tipo, etc. Mas, de alguma maneira, e não sei o porquê, eu achei que tinha que tentar, e então munida de algumas tintas para tecido e pincéis escolhidos ao acaso, montei uma urdidura de barbante e comecei.



Usei um gabarito para quilt que eu tinha, nem sei o motivo. Com uma caneta para tecido, comecei a rabiscar. Depois pintei, e pintei mais um pouco. Horroroso, é claro, mas de maneira curiosa, me diverti fazendo isso. Após esperar umas duas horas, mais ou menos, teci com o mesmo barbante.



Apesar de não ter ficado exuberante, o efeito "esfumaçado", por assim dizer, mostrou-se bastante promissor. Fiquei imaginando, então, o que mais eu poderia pintar sobre uma urdidura. Adiantei o trabalho e me preparei para mais uma sessão.



Explorei um pouco mais aquele gabarito, mas vi que não era o mais adequado. Fiz alguns desenhos livres, com várias cores, e enquanto esperava secar, fui para o computador achar gabaritos para pintura - bingo! achei vários e, é lógico, comprei. Á esta altura, já estava BEM animada - o que houve, não sei, mas queria ver até onde poderia chegar. Quando secou, teci.



Já tinha ficado, na minha muito humilde opinião, bem melhor que o anterior, e não tive dúvidas: tinha que fazer mais. Isso já era início da tarde. Tinha passado a manhã inteira, entre casa, cachorro e supermercado, pintando e tecendo. E, não -  decididamente, não estava entediada!


Optei por algumas formas geométricas, em azul, lilás e violeta.



Tecendo, me apaixonei totalmente. Tinha ficado lindo! neste momento, tive que parar, pois já era fim de tarde (!!!) e eu tinha que ir ao trabalho (sou professora). Foi com pesar que deixei tudo no ateliê.

Ao voltar, nâo resisti, e resolvi só dar uma olhadinha final. E, por que não, pintar mais um pouquinho?




No dia seguinte, parti para tecer aquele desenho.



Incrível, não é? fiquei imaginando um tapete muito louco. Ah, sim, aquilo ali em cima é o gabarito para pintura que fui comprar no centro da cidade, pois não tive paciência para esperar pelo correio...humm...rs...

E adivinhe só? hoje já deixei pintada a parte final deste urdume, que será tecido amanhã:



A parte final desta história, queridos, só saberão no fim de semana, quando eu finalmente puder lavar o tecido. Ainda espero detalhes de encolhimento e resistência da tinta. Adianto que já pintei outras urdiduras, e minha mente está inundada de idéias - alegria define.

Aguardem o final!

Até a próxima!!!