sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

2016. O que vem por aí?

Olá, pessoal, vamos iniciar nossa jornada de 2016. Planos em alta, início de novos projetos, continuação de alguns outros, expectativa de que alguma coisa mude no país. E assim vamos tocando.

Muito bem, falei de projetos. Dois em andamento e um terminado - é, acho que comecei bem o ano. Ontem, depois de alguma demora, consegui publicar outro projeto na loja da Amazon, e espero que seja uma empreitada mais bem sucedida do que está sendo a venda do meu 1° projeto. Mas, como tudo na vida, paciência é a chave do negócio, principalmente quando você não faz crochê, tricô, ou patchwork.

Ok, vou explicar a última colocação. Batendo papo com minha amiga Toninha (Antonia Lopez Rufino Miranda, artesã de mão cheia do tear de tricô, entre outras artes manuais), discutimos mais uma vez a falta de incentivo das editoras de revistas de artesanato para com a tecelagem em geral. É impressionante ver a falta de publicação especializada no assunto (já a alguns anos), ao mesmo tempo que cresce o número de publicações de crochê, tricô e patchwork. Há aquele apelo "handmade", mas aparentemente, a tecelagem não faz parte deste universo fashion. Por mais que tento, e tento, e tento, sensibilizar  editoras da importância em divulgar a tecelagem, mais esbarro em "talvez", "em um futuro próximo", etc.. Ou seja, o resumo no país é este: se quiser ter seu trabalho divulgado periodicamente, ou você faz crochê, ou tricô, ou patchwork. Ponto final.

E aí, cada um com seus problemas, você poderia dizer. Também sou desta linha, para muitas coisas. Só acho que é injusto ter que ficar abrindo caminho a picareta, quando a oportunidade de divulgação poderia ser mais aberta  e facilitada a TODAS as artes têxteis. E sim, gosto de pensar em ter retorno financeiro, como todo mundo. Não vivo da tecelagem, mas muita gente vive, e está pensando em largar porque uma hora todo mundo cansa da picareta - e vai tentar aprender outro artesanato para ter dinheiro, porque tem que acompanhar a moda, ou não sei mais o quê. É o fim, desculpe.

Já ouvi coisas do tipo " revista de tear tem que sair no inverno, e no Brasil não rola". Desde quando tecelagem só se faz no inverno? é aquela coisa meio comum de vincular a imagem de um tear com neve européia, ou sei lá. Tenha dó - quer conhecer tecelagem ? vai até Carmo do Rio Claro - MG, vá a Penedo - RJ. Até onde sei, locais de clima bastante quente.

Mas aí esbarra em outra coisa. Nem todos os blogs tem 1000 seguidores, né? outra coisa ridícula, por que hoje em dia, páginas do Facebook contam bem mais. E vou dizer, estou bem felizinha e orgulhosa dos meus 70 seguidores - 70 pessoas que querem ver tecelagem, gráficos dos meus trabalhos, discussões, dicas daquilo que aprendo no meu dia-a-dia no tear. E muito feliz dos meus mais de 500 fãs de minha página no Facebook.  Bom, se isso não for bom o suficiente para divulgar em revistas, não sei mais o que é. E estou falando de mim, porque outros colegas, muito mais talentosos do que eu, tem número de seguidores absurdo - 5000 ou mais.

Bom, desabafo inicial do ano. E também já cansei de falar disso. O que vou fazer agora é continuar a mesma coisa de sempre: pegar minha picareta e continuar quebrando pedras.

E vamos lá!

4 comentários:

  1. Concordo com vc amiga em número,gênero e grau! Precisamos nos unir em defesa da nossa arte afinal, tear usa fios como crochê e tricô e veio antes dessas artes e as pessoas já se vestiam tanto no inverno como no verão! Bjs.

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  2. Concordo com vc amiga em número,gênero e grau! Precisamos nos unir em defesa da nossa arte afinal, tear usa fios como crochê e tricô e veio antes dessas artes e as pessoas já se vestiam tanto no inverno como no verão! Bjs.

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  3. Com certeza vc está certa!!! Eu amo esta arte com paixão! A tecelagem precisa ser mais divulgada!!

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  4. Estou com você amada! amei seu blog! faço parte do blog Agenda dos Blogs estou te seguindo, beijinhossssssssssss
    http://rubiaartes.blogspot.com.br

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