domingo, 6 de julho de 2014

Novos trabalhos...férias, enfim!

Uau, quando olhei a data da minha última postagem neste blog, vi que faz tempo- tempo mesmo - que eu não posto nada aqui. Por conta da correria de fim de semestre, não tinha tempo ou energia para sentar e organizar o que andei fazendo. E agora, de férias, posso finalmente registrar as peças que andei tecendo. A primeira a ser mostrada é uma bolsa que pessoalmente adoro, porque foi construida literalmente a partir do fio: fiz a trama em meu tear de pedal, e assim montei um tecido; deste tecido, cortei, colei, costurei no formato que desejava, e por fim acrescentei as alças, compradas pela Internet. Mais uma aventura!

A primeira coisa a fazer é definir o desenho: assim, optei por uma padronagem de estrutura chamada "twill", já falada em outros posts. Veja que temos um desencontro entre urdidura (azul) e trama (uva), promovendo estes desenhos em escadinha. Este twill é um 2/2, ou seja, o fio da trama passa por baixo de 2, e por cima de dois fios da urdidura. 
Um outro aspecto a ser analisado é como os fios estão organizados na urdidura. Esta configuração é chamada "broken point", porque não seguirá o normal para o twill, que é 1234321, mas será desencontrado, "quebrando" a sequência normal, e por isso chamado "broken". Esta irregularidade modifica a passagem dos fios pela urdidura, que aliado à sequência da trama, no meu caso, as "pedaladas" (coluna vertical à direita), produz o desenho acima. Maiores detalhes sobre a leitura de gráficos será apresentada a vocês em breve, pelo site FazFácil, em texto escrito por mim.


Preparado o tear, é hora de tramar! Olha só como é bonito ver o desenho surgir!


Um pouco mais de perto, mostrando os detalhes,



Vendo a trama surgir embaixo, enquanto o fio da urdidura vai chegando, em cima. Uma visão maravilhosa.


Terminado a trama, deve-se lavar para acomodar o fios adequadamente e promover o encolhimento. Aí então, teremos um tecido.


Tesoura, cola, máquina de costura e muitas horas depois... temos uma bolsa, que ficou muito boa, sem falsa modéstia. Eu nunca tinha utilizado alças assim antes, então a novidade também foi como as pregar devidamente. Resolvi usar uma agulha de tapeceiro e o próprio fio do trabalho para fazer o pesponto.

O forro em tricoline realmente valorizou a peça, e deu um ar divertido. Optei por botões magnéticos para o fecho, porque...bem...são fáceis de colocar, e...eu não sei colocar ziper! (pronto, falei)... outra aventura a ser colocada em prática, em breve...

Sobrou tecido para fazer uma carteira, que por sinal estou terminando. Assim, vou vender como conjunto, ou separadamente. Acho que vai ficar bacana! mas, fica para um próximo post!



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