quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Resoluções para o Ano Novo

Bem, queridos leitores, esta é a última postagem do ano. E para abrilhantar este texto, detalhes da última aventura vivida, que, é claro, tem boa dose de drama, um final feliz, como tem que ser todas as histórias de amor/ódio...rs..., e lições aprendidas (espero), que fazem parte das famosas resoluções de Ano Novo. Sei que hoje é véspera de Natal ainda, mas nada como estar adiantado...

Tudo começa com um gráfico:

Este desenho, criado por mim, foi umas daquelas surpresas felizes. Sentei-me ao computador e sem esperar muito comecei a desenhar a liçada e o "tie-up". Para a pedalada, simplesmente repeti a ordem da liçada.  Chamei este desenho de "sweetie". Avaliado por minhas fiéis colegas do grupo 4-shaft weaving do Facebook, ficou decidido que era bom o suficiente para ser testado, e foi o que fiz, após algumas semanas.

Passei, então, à execução propriamente dita: decidido qual seria o teste (optei por um caminho de mesa, por ser fácil de fazer e não necessitar costura ou corte), cortei os fios da urdidura, e reservei, pois antes tinha algumas coisas à resolver no tear que iria usar, o de 4 quadros de mesa, que carinhosamente chamo de Lucy.

Pois bem, semanas antes eu havia decidido trocar todos os liços por novos, e aproveitando o trabalhão (envolve desparafusar, entre outros...ufa...), resolvi colocar uma quantidade bem acima do que tinha, originalmente, uma vez que facilitaria liçar para qualquer desenho - ou pelo menos assim eu pensava...

Após metade de um dia parafusando e desparafusando, colocando liços, finalmente estava pronto: agora eu iria, finalmente, passar os fios pelos liços, tinindo de novos.
Sentei-me, e me preparei para começar. Já de saída, identifiquei um pequeno problema: o número de liços acima estava me atrapalhando para pegar os fios e passá-los pelos orifícios, pois estavam muito juntos uns dos outros, e eu precisava de espaço para passar minha mão entre eles e puxar o fio atrás. Tinha que fazer uma certa força. Com mais de 200 fios para passar, comecei a ficar meio cansada do esforço, e então, depois de meia hora lutando, desisti, e voltei à caixa de ferramentas do marido, pois precisava TIRAR liços para haver mais folga entre eles...pelo amor de Deus...

Ok, mais meio dia de serviço.

Ainda deixei liços a mais, mas agora eu conseguia liçar sem dificuldade, e deste modo continuei meu trabalho. Após terminar a liçada, decidi que vou abrir os quadros e retirar mais alguns...algum dia no futuro...

Agora, a parte fácil, que era amarrar e finalmente começar...oba...

E outro problema se instaurou: combinação de cores. Eu tinha uma urdidura de algodão cru, e como a peça seria executada em duas cores somente, a cor da trama era fundamental, pois seria o destaque. No desenho original, imaginei as cores branco e preto, mas não quis um centro de mesa assim, e portanto imaginei que cru seria uma cor clara boa e de fácil combinação. E aí, meus queridos, mentira maior não há.

Tentei começar o desenho com marrom, em uma combinação clássica e óbvia. Blah, blah, blah...quase morri de tédio pois não conseguia ver o desenho e o conjunto era mais sem graça que picolé de chuchu. Infelizmente não tirei fotos, pois me apressei em cortar o que tinha feito, amarrar de novo e tentar novamente.

Achei por bem tentar um azul, tal como um Bic, e comecei de novo. Bolei uma bainha meio diferente, e fui tentando... insistindo...depois de um certo tempo, achei por bem jogar uma terceira cor, como preto, por exemplo...e acabei achando que o preto seria minha solução. Adivinhem? cortei a trama e comecei de novo:


Ai comecei tudo de novo, com preto. Achei que tinha acertado no contraste, mas odiei ainda mais. Agora, já estava ficando desesperada, por achar que o desenho que tinha criado só servia para o computador. E claro, cortei fora!

Fiquei passada. Já tinha perdido mais de 3 dias sem avançar na peça, e não conseguia ver a padronagem. Precisava tomar uma atitude antes do impensável: tirar toda a urdidura e lançar ao lixo!!
Parei tudo, e fui dar uma volta, para desanuviar a mente e me ocupar de outras coisas. Disse a mim mesma que só voltaria a hora que estivesse tranquila para decidir.

E assim o resto do dia passou, fiz o que tinha que fazer em casa, arrumei, lavei, dei telefonemas, enfim, me ocupei das tarefas rotineiras, sem entrar no ateliê por um segundo sequer. Á noite, senti-me tentada a olhar minha opções, mas já estava cansada, e achei por bem encerrar o dia. Na manhã seguinte, entrei no ateliê decidida a fazer aquela padronagem funcionar. Com a mente mais descansada, comecei a procurar entre tantos fios que tenho, alguma opção diferente, e encontrei, entre eles, um fio cereja/vinho de algodão mercerizado. Imediatamente aquela sensação boa tomou conta - eu tinha achado a cor. Comecei imediatamente, e vi que a mistura era boa, alegre. Durante os trabalhos, tive a idéia de melhorar o gráfico, acrescentando alguns elementos simples, sem perder o desenho original. E animada, comecei a ver o desenho. Mais importante, comecei a REALMENTE gostar dele!



E assim, continuei...


Até chegar ao fim, quando finalizei com a mesma bainha, e cortei os fios, maravilhada. E não é que tinha ficado lindo?
Coloquei para lavagem, e sem paciência para esperar a secagem natural, coloquei na secadora. Achei uns acrílicos que tinha, e coloquei nas franjas. Adicionei crochê às laterais, e estava pronto!


Achei que as franjas mereciam um tratamento bacana, e assim, resolvi torcê-las:


E por fim, foto comemorativa:




E assim terminou a saga...que começou difícil, mas terminou lindamente. E com ela, minhas reflexões para o novo ano que se aproxima. E resoluções, sim, algumas, relacionadas à tecelagem e minha relação com ela:

1. A primeira delas é: controlar os gastos com fios. Este trabalho, por indefinições no começo, perdeu mais de 1 m dos 2,50 m originais, o que não pode ocorrer, de jeito algum.
2. Abrir minha loja, pra valer. Passei o ano inteiro planejando, mas acabei não executando de fato. Fiz produtos, mas não coloquei para venda. E agora, preciso resolver isso seriamente. Já está na hora.
3. Não tomar decisões quando se está cansada ou pensando em outras coisas. Muitas vezes é difícil, mas em se tratando de cores e desenhos, o impacto é profundo...rs...
4. Acreditar mais no trabalho que executo. Cada vez mais me convenço que perfeição é apenas um ponto de vista; arrogância, um modo de vida mesquinho e solitário; confiança em si, um caminho a ser seguido. Não há nada de mal em valorizar-se - se você não o fizer, quem o fará? - mas é preciso conhecer o limite entre achar que vale e realmente sentir que vale. Quero o segundo, sem dúvidas.
5. Divulgar ainda mais esta arte, tão carente de seguidores. Durante este ano, tive a grata satisfação de trazer alguns "convertidos" para o lado brilhante da força. Espero continuar a fazê-lo.
6. Por último, e mais importante do que tudo: Ser feliz fazendo o que gosto, cercada de gente que amo e que me ama, também.

Assim, desejo à vocês, que eventualmente leem estes textos, toda a felicidade e esperança que a energia presente no fim de cada ano traz. Ótimas Festas à todos, e até o ano que vem!

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Reta final - rumo a 2015, mas antes, uma passada rápida pelo túnel do tempo...

Uau, nem percebi como este mês passou rápido. Entre provas, notas e aulas, quase não tive tempo para traçar novos planos em tecelagem. No entanto, algumas encomendinhas de última hora não me deixaram sem tecer, e o projeto, para dois porta-trecos, acabou sendo como sempre interessante e surpreendente.
Minha tia Marisa precisava de dois presentes para ofertar a suas amigas no Sul. Resolveu, então, me pedir para fazer dois porta-trecos, iguais a um que dei a ela 4 anos atrás.


Foi uma única peça, feita de 5 quadrados tecidos em tear tridente. Eu estava começando, e em fase de "experimentação" das várias técnicas em tecelagem. Lembro-me que estava começando no tear de pente liço, que havia comprado de uma moça de Suzano, a Raquel, e que me vendeu, entre tantas outras coisas, um conjunto de 3 teares tridente, que tenho até hoje. Estes 5 quadrados feitos com fio de algodão foram as primeiras peças a serem tecidas neste tear. A idéia original (eu sempre com minhas idéias originais que mudam ao longo do caminho...) era fazer um caminho de mesa; por algum motivo que já não me lembro, não segui com os planos, e resolvi fazer uma coisa diferente: costurar as extremidades e fazer um bolso central. Fechos em velcro, e pronto, já tinha uma peça pronta e aparentemente útil (afinal, quem não gostaria de um porta-trecos diferente?) Fato é que nunca a vendi, porque ninguém a quis, e acabei por presentear minha tia. Fiquei surpresa quando ela me contou, recentemente, que usava muito o porta-trecos, para transportar lingeries e outros em suas viagens - de fato, era muito útil. E, em um destes momentos, sua amiga se encantou pela peça. Ela, então, achou que seria o presente ideal para ela, e para a irmã, também uma amiga.

Feito o pedido, pedi a peça emprestada, pois já não lembrava dos detalhes de execução, e obviamente não tinha receita. Ao pegar a peça nas mãos, um mar de lembranças vieram à minha mente; vagarosamente, comecei a me lembrar de detalhes bobos, tais como o medo de costurar (ainda não totalmente superado), a junção dos quadrados, etc. Fiquei olhando, e pensei que poderia ousar um pouco sobre a peça original - que tal fitas de cetim?



Para a urdidura, escolhi um fio de algodão, de espessura média; para uma das peças (foto acima), usei um fio bouclé da Linea Italia, e para o outro, barbante n° 6 Barroco Círculo. As fitas de cetim usadas são n° 1, e procurei fazer uma seleção diferente de cores  para cada peça. As fitas eram colocadas de maneira que suas extremidades ficassem livres em ambas as laterais, o que facilitaria a junção entre as peças. Assim, pedaços de aprox. 20 cm de fitas de cetim foram cortadas para a trama, e dispostas em ponto tela conforme a foto.



Para a junção dos quadrados, as extremidades das fitas foram torcidas umas às outras, e uma a uma, pela parte do avesso. Para garantir a integridade da peça, passei costura à máquina por cima de cada junção.




Para os forros, escolhi dois tecidos estampados em tricoline:





















Fechei as laterais com crochê, costurei um bolso central e os velcros:


E estavam terminadas!


Ao final, fiquei feliz com o resultado, e com algumas idéias para o ano que vem. Foi ótimo voltar às origens e revisitar idéias antigas, que por algum motivo, ou vários, não sei, foram deixadas de lado. É  muito bom passar, de vez em quando, pelo túnel do tempo; há sempre trabalhos interessantes a serem resgatados; truques antigos, que trazem um ar diferente à peças do presente; doces lembranças de um tempo em que eu já achava o máximo trançar fios em um quadrado de madeira, e nem imaginava "pilotar" um tear de pedal. Com certeza, uma ótima viagem...
Até a próxima!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Perseverança, paciência e dois dedos de coragem

Este trabalho começou como tantos outros. Escolha da padronagem, seleção de fios e cores, corte dos fios, colocação dos fios no pente, do pente nos liços, arrumar a tensão, e  finalmente começar. Até aí, nada de novo, e como sempre, o processo, embora seja feito das mesmas etapas presentes em tantos outras peças, acaba trazendo peculiaridades daquela combinação de fios em si, ou seja, posso tecer mil vezes a mesma padronagem, mas terei, com certeza, mil processos diferentes. Sob o olhar de quem vê a peça terminada, pode ser igual a tantas outras: mesma trama, muitas vezes as mesmas cores. Mas para quem tece, cada combinação traz embutida dentro dela todos as horas, dias, com suas alegrias e angústias contidas em cada duíte, e deste modo, cada peça é única.

E assim começa a história deste overshot, cuja padronagem se chama Cruz de Malta.












































Minha idéia original era tecer uma peça larga o suficiente para cobrir o tampo da minha mesa da sala de jantar. Meu tear de pedal tem somente 1 metro, o que não é suficiente para a largura de uma toalha de mesa, por exemplo. Como ainda não domino a técnica de "tecido dobrado" (os 4 quadros trabalham para fazer duas camadas de tecido, que são unidas por uma das laterais, e quando o tecido é retirado do tear, está literalmente dobrado ao meio no sentido do comprimento. Mas voltarei a esta conversa no futuro...), resolvi tecer o máximo da largura que pudesse, e depois acrescentaria algum barrado em crochê, por exemplo.
Escolhi o desenho. Muitos detalhes, intrincados e interessantíssimos. Já tinha tecido overshot antes, e não havia novidade até aí. Mas como já falei, cada processo é único. Passei ao computador, e montei o gráfico de acordo com as instruções de minha apostila.


O primeiro problema: meu número de liços. Tenho 500 liços separados em 4 quadros. Para um desenho uniforme, eu precisava contar direitinho quantos liços precisaria para a largura desejada. E descobri, para minha tristeza, que não teria o número suficiente (longo suspiro...). Trabalhar com fios finos e padronagens complexas requer sempre um alto número total de liços, e quanto mais largo o trabalho, maior é este valor. Para o que desejava, faltavam coisa de uns...50 liços!!!!! frustrante é a palavra mais leve... (nem preciso dizer que tal sentimento me levou, durante o processo, a comprar mais 500 liços...e agora eu quero ver!).
Bem, e agora...recalcular. Diminuí o número de liços a 411, para centralizar o desenho e, agora, já que a idéia da toalha estava fora de cogitação, economizar na urdidura (afinal, mais de 400 cabos de 2,5 m não são brincadeira). Sem saber exatamente quais seriam meus planos, tratei de cortar, urdir e preparar o tear para iniciar a trama, pois estava doida para ver o desenho surgir:


Animada, continuei a trama, ainda sem muitas idéias. Um trilho de mesa largo surgiu em minha mente, e já comecei imaginar o tratamento da franja e outros detalhes. No entanto, logo após os primeiros 30 ou 40 cm, comecei a perceber que a tensão dos fios da urdidura não conseguia se manter após duas ou três batidas do pente, o que começou a fazer com que houvesse uma diminuição da largura, como se os lados estivessem sendo levados para dentro (em inglês chamamos de draw-in). Um pouco é esperado mesmo, mas estava perdendo largura demais, e então o 2° problema começava: o que fazer?
Com paciência, consegui verificar que o problema estava no freio do tear, e com alguns fios e um pouco de criatividade, consegui fazer com que a tensão voltasse ao normal. Mas a parte do tecido já feita apresentava uma diferença na largura que não poderia ser resolvida, a menos que desmanchasse tudo ou cortasse e amarrasse de novo. Sinceramente? não estava a fim nem de uma coisa nem de outra. E então, mais uma vez, deixei a ideia do trilho de lado e continuei a tecer, agora, somente um tecido a ser utilizado em alguma coisa que não sabia bem o quê. Estava gostando tanto do desenho que simplesmente não tive coragem de me desfazer de qualquer parte.


Quanto mais eu tecia, mais eu gostava. Adorava ver surgir as tais "cruzes maltesas" surgirem, como mágica. E, deste modo, semanas se passaram (sim, sou lenta para tecer; muitas coisas para fazer, e um milhão de interrupções ao longo do dia...). Ficava tentando imaginar o que fazer com um tecido tão bonito, mas com problemas evidentes nas laterais. Então, uma idéia surgiu em minha mente e começou a tomar corpo: poderia cortar o tecido e fazer capas para almofadas! o caso era: nunca tinha feito isso antes, e se errasse, não teria outra chance: o tecido estaria perdido. Mas, valia o risco, pois se ficasse como eu imaginava, ficariam lindíssimas. E munida de coragem, parti para a finalização da trama e lavagem do tecido.

























Planos e muitas elaborações depois, parti para a ação. Tesoura nele, sem pena!

Alguns dias, e muitas costuras depois, com direito a tassels de cordão de cetim em macramé (feitos por mim), eis a obra acabada:

Pela quantidade de tecido que tinha, ou fazia uma almofada face dupla, ou duas face simples. Escolhi a segunda opção, e aí fiz um parzinho, com foto chique e tudo:

E assim, termina mais uma aventura! A próxima? em breve, espero!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Passo-a-passo novo!

Olá! passando por aqui só para deixar o link do meu novo passo-a-passo, disponível no site FazFácil:
http://www.fazfacil.com.br/artesanato/tear-carteira-em-tear-tridente/5/. Para quem gosta ou ainda não conhece o tear tridente, é uma ótima oportunidade. Além de portátil, o tear tridente é fácil e divertido de usar. Vale a pena conhecer!

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Novos tempos...

E como vocês bem sabem, estou em fase de recomeço, produzindo alguns produtos para lançar minha nova loja no Elo7. Dentre os vários que já andei mostrando por aqui, fiz recentemente uma bolsa, com tecido externo feito no meu tear de pente liço. Tinha ums fios em casa que estava querendo usar faz tempo:


Na foto, aparecem o fio Paris (preto) e o fio Precioso (prata), ambos da Círculo, além de um fio/fita, chamado Art Decó, da Ballet de France. Achei que ficaria bem legal a mistura, e já tratei de começar:




Para a urdidura, usei Paris; para a trama, duítes de Art Decó entre 1/2 duítes de Precioso. No entanto, eu queria produzir um pouco de "relevo" na tecelagem, e aí resolvi adotar a técnica de pickup, para levantar alguns fios e abaixar outros. A respeito desta técnica, pode-se consultar um outro post colocado aqui.(http://universoemtramas.blogspot.com.br/2014/05/desafio-das-tres-cores.html).

Terminado o tecido e lavado, fui para a elaboração da bolsa e costura. Coloquei uma alça transversal de couro sintético, e pronto: eis a bolsa pronta:
A bolsa, em si, é relativamente simples, sem divisões internas, somente com forro de tricoline e entretela, para encorpar. No entanto, algumas "primeiras vezes" ocorreram durante sua execução, e que são, para mim, a parte mais importante deste post, pois ajudam a marcar o "recomeço" do qual venho falando. Por exemplo, foi meu primeiro zíper costurado, com sucesso! até então, sempre tinha feito bolsas com fecho magnético, simples e fáceis de colocar. Para esta bolsa, resolvi sair da zona de conforto e me arriscar: e não é que ficou bom? coloquei até um chaveirinho no ziper (adoro peças de bijouteria).

O próximo passo era finalizar, colocando minha etiqueta no produto. E para tanto, recorri ao super tutorial do blog Ganhe Mais, da Circulo (http://www.ganhemaiscirculo.com.br/como-fazer-etiquetas-artesanais-em-casa/), e de maneira fácil. fiz minha etiquetinha, pela primeira vez. Amei a ideia pois dá para personalizar para cada produto.


E para finalizar, no início desta semana, peguei meus cartões de visita, os primeiros com o novo nome:

É isso aí, pessoal. Mais alguns produtos, e estou pronta para iniciar minha nova jornada. Estão todos convidados!


domingo, 10 de agosto de 2014

Como ler um gráfico para tear: artigo no site FazFácil

Olá, pessoal, só passando para deixar aqui um link de um artigo que escrevi para o site FazFácil, sobre como ler um gráfico para tear de 4 quadros e 4 pedais. Quis escrever este artigo porque eu mesma, quando comecei, tive imensa dificuldade para entender e transferir para o tear aquilo que estava lendo, e assim, espero ajudar quem quer aprender. E qualquer dúvida, estamos na área!

Aproveito para desejar a todos os pais um ótimo domingo, de muitas comemorações!,


Um abraço a todos!

http://www.fazfacil.com.br/artesanato/tear-receitas-para-tear/

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Recomeço






Parece que estou começando, de novo. Após meses decidindo, pensando, resolvi mudar o nome do meu pequeno negócio. Era, desde 2008, Juntando Linhas e Trapos, uma vez que eu e minha prima, ela fazendo patchwork, e eu tecelagem, resolvemos iniciar alguma coisa divertida juntas. E assim levamos durante alguns anos. No entanto, por  total falta de tempo para se dedicar ao artesanato, ela acabou parando, e eu fiquei - e agora, sem minha parceira dos "trapos", parecia-me inútil continuar com o mesmo nome. Este blog, criado há algum tempo, trouxe a idéia de trazer este meu "universo paralelo" das tramas para outras esferas, e deste modo, depois de algum tempo hoje, troquei tudo: página do Facebook, email, Twitter, Instagram, Pinterest, e dei início a esta nova jornada, que continua, ao mesmo tempo recomeçando. Quero portanto convidar aos seguidores deste blog para conhecer e/ou seguir os novos endereços na Web:

Facebook: www.facebook.com/universoemtramas

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Instagram: http://instagram.com/claudiarizzi

Pinterest: www.pinterest.com/UnivEmTramas

E, em breve, a loja no Elo7. Aguardem!


terça-feira, 29 de julho de 2014

Tapete em 4 quadros na padronagem Bird´s Eye

Estou em época de tapetes, e pensando em mil projetos para usar com os fios de malha. Como pretendo reabrir minha loja, tenho me dedicado a preparar alguns produtos para disponibilizar pelo site, e acabei não tendo muito tempo para escrever aqui...estou atrasada, eu sei... e com as férias já terminando, é hora de acelerar...

Bem, um de meus últimos trabalhos foi um tapete, uma passadeira curta, na realidade, feita no tear de 4 quadros em fio de malha na trama e barbante 8 na urdidura. Isso facilita bastante, pois pude utilizar um pente 2:1 e metade dos fios que eu havia usado para o tapete em overshot, já mostrado em outro post. Assim, parti para uma urdidura em azul indigo, barbante Soberano 8, 121 cabos. O número é esquisito por si só, eu sei - pq não 120? o fato é que para o ponto tela simples, 120 ou 121 não fariam diferença no desenho da trama, somente em sua largura; mas, como usei uma padronagem um pouco mais complexa, em twill 2/2 (já mostrado aqui em posts anteriores), para que o desenho se apresente de maneira correta é preciso acertar o número de cabos presentes, daí os 121 cabos. Como também já falado, o gráfico que seguimos é apenas a representação de um pedaço do desenho, uma amostra, e assim, cortar o número certo de cabos, levando-se em consideração o desenho e a largura/comprimento da peça que desejamos executar, é essencial, embora seja meio chatinho. Mas tudo bem, faz parte.

Comecemos do gráfico, que ficou assim:

Vemos que a urdidura em "point draft", ou seja, temos um zig-zag formado pelos cabos nos liços, é bastante simples e típica da padronagem twill. O desenho também é bastante popular, e chamado "Bird´s Eye" ou "Olho de pássaro". Eu quis que o tapete ficasse bem vistoso, para a colocação em uma beira de cama, ou cozinha, ao pé da pia, para dar um ar bastante descontraído ao ambiente. Assim, resolvi pelas cores mostradas acima, sendo que as faixas em uva são do começo e do fim do trabalho. O meio, em amarelo, vermelho e laranja, são repetidos continuamente.

Seguem fotos do trabalho em três momentos:


                           Aqui , no ínício, com o barrado em uva e as primeiras duítes em laranja e amarelo.



                          Já um pouco mais adiantado, vemos as repetições da parte central do gráfico.




                                   Trama terminada e lavada, pronta para o tratamento das franjas.



             Para o acabamento, franjas torcidas e aparadas, e tela antiderrapante no avesso, como sempre. Foram feitas laterais em crochê, e pronto! agora é só esperar quem queira...

Até a próxima!

domingo, 13 de julho de 2014

Tapete em overshot

Algum tempo atrás falei sobre a estrutura overshot, na confecção de um cachecol. Gostei tanto da coisa (que novidade), que resolvi usar a padronagem novamente, mas agora na confecção de um tapete. E para tanto, nada como um bom barbante (neste caso, usei tudo o que tinha em casa de Barroco) e fio de malha, em tons de marrom terra, coral e laranja. Mas, antes de tudo, o gráfico:



Esta padronagem é chamada "Orange Peel", ou "pele de laranja", coisa parecida, porque o desenho inteiro (aqui só temos uma amostra), parece uma laranja cortada em quatro, como que descascada; pelo menos, esta foi a idéia da pessoa que criou, ou publicou, este gráfico, muitos anos atrás (Josephine Estes, Miniature Patterns for Hand Weaving, part I, 1956). Por sua vez, a idéia do tapete em overshot tirei de um ebook (livro eletrônico) que comprei no site da Interweave, editora de publicações de tecelagem, americana, que já citei em outros posts. Esta publicação, de Tom Knisely, mostra a receita de um tapete em overshot com esta padronagem, e assim, tudo o que fiz foi adaptar à ideia do barbante com fio de malha. O tapete original está assim, ficando fácil de ver o desenho:

Para fazer meu tapete, usei um pente 2:1. Não é muito adequado para um barbante 6, mas dobrei o número de cabos em cada fenda e liço, e assim, consegui uma urdidura mais compacta. Para a trama, usei os fios de malha nas cores citadas, em faixas. Na verdade, decidi meio na hora que seria assim, e pessoalmente achei que ficou bom, bem vistoso. Um leve acabamento em macramé nas franjas, e pronto. Após a lavagem, o encolhimento deixou a padronagem mais aparente ainda, e um aspecto irregular nas bordas, que gostei muito, pois parece que acompanha o desenho. 




Em breve, à venda na loja!


domingo, 6 de julho de 2014

Novos trabalhos...férias, enfim!

Uau, quando olhei a data da minha última postagem neste blog, vi que faz tempo- tempo mesmo - que eu não posto nada aqui. Por conta da correria de fim de semestre, não tinha tempo ou energia para sentar e organizar o que andei fazendo. E agora, de férias, posso finalmente registrar as peças que andei tecendo. A primeira a ser mostrada é uma bolsa que pessoalmente adoro, porque foi construida literalmente a partir do fio: fiz a trama em meu tear de pedal, e assim montei um tecido; deste tecido, cortei, colei, costurei no formato que desejava, e por fim acrescentei as alças, compradas pela Internet. Mais uma aventura!

A primeira coisa a fazer é definir o desenho: assim, optei por uma padronagem de estrutura chamada "twill", já falada em outros posts. Veja que temos um desencontro entre urdidura (azul) e trama (uva), promovendo estes desenhos em escadinha. Este twill é um 2/2, ou seja, o fio da trama passa por baixo de 2, e por cima de dois fios da urdidura. 
Um outro aspecto a ser analisado é como os fios estão organizados na urdidura. Esta configuração é chamada "broken point", porque não seguirá o normal para o twill, que é 1234321, mas será desencontrado, "quebrando" a sequência normal, e por isso chamado "broken". Esta irregularidade modifica a passagem dos fios pela urdidura, que aliado à sequência da trama, no meu caso, as "pedaladas" (coluna vertical à direita), produz o desenho acima. Maiores detalhes sobre a leitura de gráficos será apresentada a vocês em breve, pelo site FazFácil, em texto escrito por mim.


Preparado o tear, é hora de tramar! Olha só como é bonito ver o desenho surgir!


Um pouco mais de perto, mostrando os detalhes,



Vendo a trama surgir embaixo, enquanto o fio da urdidura vai chegando, em cima. Uma visão maravilhosa.


Terminado a trama, deve-se lavar para acomodar o fios adequadamente e promover o encolhimento. Aí então, teremos um tecido.


Tesoura, cola, máquina de costura e muitas horas depois... temos uma bolsa, que ficou muito boa, sem falsa modéstia. Eu nunca tinha utilizado alças assim antes, então a novidade também foi como as pregar devidamente. Resolvi usar uma agulha de tapeceiro e o próprio fio do trabalho para fazer o pesponto.

O forro em tricoline realmente valorizou a peça, e deu um ar divertido. Optei por botões magnéticos para o fecho, porque...bem...são fáceis de colocar, e...eu não sei colocar ziper! (pronto, falei)... outra aventura a ser colocada em prática, em breve...

Sobrou tecido para fazer uma carteira, que por sinal estou terminando. Assim, vou vender como conjunto, ou separadamente. Acho que vai ficar bacana! mas, fica para um próximo post!