terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Meditação

Normalmente quando teço, medito. Não há como não fazê-lo, principalmente quando não há um gráfico para seguir ou medidas a ajustar; há simplesmente o fluxo das mãos montando a urdidura e depois, tramando. Ontem resolvi começar a arrumar meu ateliê, e no meio da bagunça, achei meu saco de restos de fio de malha, dos vários trabalhos executados ao longo do ano.
Virei o saco em cima da minha mesa, uma confusão sem começo ou fim. E de um estalo, pensei: o que é melhor do que um tapete de restos? Passei para o equipamento. A princípio, o tear de pente liço, robusto, pois já imaginei uma tapeçaria desenhada, com cores complementares e mentalmente já comecei a selecionar, separar, organizar por tons, etc...e então parei. "Estou cansada", pensei. O fim de ano foi agitado, com formaturas, bailes, entrega de notas, correria para arrumar tudo. "Nada de cálculos, métrica. Nada de combinações, nada da beleza estética. Aleatório e simples". Peguei o tear de pregos. Montei primeiro para depois ver o tamanho, e ainda não conferi. Para a urdidura, peguei um barbante, sem conferir espessura. E cru, pra não pensar em cor de fundo. Montei, e então tinha à minha frente uma tela em branco. Comecei a tecer. Peguei sem olhar muito dois fios de malha de cores diferentes e emendei. Fiz as primeiras carreiras rapidamente, sem pensar, e continuei a emendar as fios um atrás do outro, sem combinar, sem...me preocupar.
E me vi livre, pensando sobre a vida e sobre o ano que está terminando. Ao tecer, seleciono a sequência de cores que estão sendo ditadas por todas as lembranças que todo fim de ano nos traz, e então uma gama de sentimentos vão tomando conta;  me vejo sorrindo, relaxando... meditando.
Devo continuar neste processo até o ano que vem... Boas Festas, pessoal. Obrigada por seguirem este blog, e espero que continuem, pois tem mais tecelagem por aí! Até 2014!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Novo passo-a-passo no ar: Bolsinha da vovó!

Tenho gostado de brincar com as formas mais simples do tecer. Fico constantemente encantada com o fato de que o cruzamento de fios e linhas possa produzir tecidos dos mais variados, e que nem sempre um tear é necessário - basta qualquer superfície sobre a qual fios, fitas, possam ser colocadas na vertical sob certa tensão. Comece a passar fios na horizontal, e pronto! temos uma trama, um tecido que está pronto para ser criativamente utilizado. Desta vez, resolvi pegar minhas fitas de viés de algodão, e fazer uma bolsinha. E teimei: agora quero por o famoso fecho da vovó! teimando aqui e ali, executei meu desejo - e não é que deu certo? Escrevi até o passo-a-passo, que está disponível em meu site: http://www.juntandolinhasetrapos.com/#!em-branco/c11hu. Quer conhecer? é só clicar!