terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Urdidura pintada à mão (2)

Este delicado xale é a mais nova peça de Heather Banham, que novamente nos deleita com a delicadeza da  urdidura pintada à mão. Uma idéia simples, mas que faz toda a diferença.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Echarpe "très chic"

Vejam que echarpe divina, feita pela artesã Isabel Ballstaedt: na urdidura, ela colocou fitas, fios de seda shantung e retalhos de seda pura, pintadas à mão por ela. A trama foi feita com shantung. O resultado  foi uma peça belíssima, um deleite aos olhos, que com a gentil permissão da criadora, posto aqui. Um brinde à criatividade e ao bom gosto! Quer conhecer mais da Isabel? acesse o grupo Têxtil Artesanal do Brasil no Facebook, e veja o que ela e outros profissionais talentosos estão fazendo!

Gráfico do jogo americano (surpresas agradáveis)

Este post traz, para quem quiser ver a surpresinha no avesso (rs), o gráfico da padronagem que utilizei no jogo americano do último post, bem como explicações básicas para a confecção do mesmo. Mude as cores, e veja o que resulta: eu mesma vou repetir a dose, com linhas e cores diferentes, tudo para ver o que "o avesso me traz"!. Bom, aí vai. Divirtam-se, e não deixem de me mandar as fotos!!!

Vou começar dando explicações rápidas para aqueles que tem dificuldade (assim como eu, juro) em entender um gráfico como este. A parte superior representa a urdidura, enquanto que a coluna do lado direito representa a trama. A leitura deve ocorrer no sentido das setas, ou seja, da direita para a esquerda e de cima para baixo. Comecemos da urdidura: o gráfico mostra que a ordem das linhas deve ser esta: bege, verde, vermelho, verde, repete. E também deve começar de uma fenda do pente: as letrinhas h e s no canto superior direito significam hole (buraco em inglês) e slot (fenda). Como sabemos que o pente liço é formado por fendas e buracos, fica agora fácil entender a sequência da urdidura. Claro, vcs podem mudar estas cores à vontade. Um pouco mais abaixo estão números (1, 2 e 3), que representam a posição do pente ( 1 - pente embaixo, e 2 - pente em cima). A posição 3 refere-se a determinados fios da urdidura que serão levantados durante a execução, e para isso, é preciso uma régua ou uma navete compridas o suficiente para passar por todas os fios necessários. No caso acima, precisamos de uma régua/navete que levante os fios bege somente. Para tanto, deslizamos a régua por baixo destes e a empurramos bem perto do rolo traseiro do tear. Deste modo, ela pode ficar aí por todo o tempo, sem atrapalhar, somente sendo acionada quando necessário. Agora, estamos prontos para começar a trama. Para isso, são necessárias duas navetes, no caso uma com linha verde e outra com linha bege. O gráfico mostra que a primeira "carreira" deve ser feita com linha verde, a 2a. com a linha bege, e assim, alternadamente, por todo o trabalho. Vamos lá: de acordo com o desenho, a 1a. carreira deve ser de linha verde, passando por baixo dos fios bege e por cima dos outros. Para isso, a posição do pente deve ser embaixo, para abaixar os fios dos buracos; esta posição deixa então os fios das fendas, no caso bege e vermelho, para cima. Mas queremos somente os fios bege, e assim, acionaremos nossa régua, aquela que ficou em espera: puxamos a regua para a frente, e a viramos, colocando-a "em pé"; deste modo, abaixamos também os fios vermelhos. Feita a cala, passamos a navete, ajeitando o fio, colocamos a regua em posição "deitada" novamente, e a empurramos para trás. Batemos o fio com o pente, e o colocamos em cima. A 2a. carreira diz que devemos passar o fio bege por baixo dos fios verdes e por cima dos outros. Como somente os buracos apresentam fios verdes, é só colocar o pente na posição 2 (em cima) e passar a navete. Bata o pente, e passe para baixo. Agora tem um truque, pois a 3a. carreira diz que o fio verde deve passar por baixo dos vermelhos e por cima dos outros. A régua que temos em espera está por baixo dos fios bege, e assim não pode ser usada aqui. Para não tirá-la do lugar, vamos usar uma segunda régua/navete, que passe por debaixo dos vermelhos e por cima dos outros. Ao contrário da outra, esta régua não tem como ficar em espera, sendo colocada e retirada toda a vez que os fios vermelhos precisarem ser erguidos. Com o pente embaixo, então, coloque a régua "em pé", subindo os fios vermelhos; passe a navete e retire a régua, bata o pente e o coloque na posição "em cima". A 4a. carreira é igual à 2a., e assim é só passar a navete com o fio bege e bater o pente. Daqui para a frente, repetir a partir da 1a. carreira. Sei que parece confuso, e dá trabalho, eu sei, mas quando acabar, vcs acharão que valeu a pena. Tudo é uma questão de treino e paciência: o resultado vem da insistência! E por favor, espero os resultados!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Surpresas agradáveis

Estas fotos são de uma peça que terminei hoje, usando uma padronagem que montei no Pixeloom. Fiz a peça, como sempre preocupada com o direito do trabalho, procurando não errar a sequencia montada, que envolve duas réguas para levantar fios diferentes em momentos diferentes (pickup). Qual não foi minha surpresa ao retirar o trabalho do tear, e descobrir, para meu grande prazer, que o avesso é tão ou mais bonito do que o direito. Fiquei tão encantada que não consegui decidir qual será o direito do trabalho de fato; penso que a peça, no caso um jogo americano pequeno, poderá ser dupla face. È engraçado como a tecelagem nos traz pequenas supresas, mas tão deliciosas que não cansamos de olhar. Deixo aqui para vocês fotos e espero que vocês se deliciem comigo!

À esquerda: direito do trabalho            À direita: avesso do trabalho


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Reciclando... (2)

Outra idéia ótima, que envolve criatividade e reciclagem, veio da Cris Kaspar, da Cheiro de Chuva artesanato. Um tapete feito com fitas métricas, organizadas em uma trama peculiar e original. Quer conhecer mais da Cris? acesse o link na minha lista de blogs inspiradores!